ESPECIALIDADES

NEUROPSICOLOGIA - Avaliação neuropsicológica

A avaliação tem o objetivo de aferir as habilidades cognitivas (funcionamento intelectual, atenção e funções executivas, memória e aprendizagem, habilidades visuoconstrutivas e linguagem), comportamentais e emocionais. Pode ser realizada em crianças, adolescentes, adultos e idosos.  De maneira geral, há algumas situações que a avaliação é indicada:

  1. Auxiliar no diagnóstico médico: há condições, por exemplo, Transtorno do Desenvolvimento Intelectual e Transtorno Específico de Aprendizagem, em que é necessário realizar avaliação neuropsicológica para concluir o diagnóstico. 
  2. Diagnóstico diferencial entre algumas condições: Há condições que compartilham algumas características, que podem constituir diagnósticos diferentes ou comórbidos (quando duas condições ocorrem juntas).
  3. Guiar o planejamento das terapias: Como a avaliação permite um mapeamento do funcionamento cognitivo, emocional e comportamental de uma pessoa, isso permite definir as potencialidades/fortalezas e dificuldades e, dessa forma, elaborar um plano de terapia personalizado e individualizado, ou seja, definir qual tipo de intervenção deve ser realizada e qual deve ser o foco da terapia.
  4. Acompanhamento de condições neurológicas: Há condições neurológicas que a avaliação pode auxiliar no acompanhamento da evolução do quadro, nesse contexto, ela pode ser realizada periodicamente.

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Referência bibliográficas: 

BOSA, C. A.; TEIXEIRA, M. C. T. V. (orgs.). Autismo: Avaliação psicológica e neuropsicológica. 2ª ed. São Paulo: Hogrefe, 2017.

FUENTES, D. et al.(orgs.) Neuropsicologia: teoria e prática. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

MALLOY-DINIZ, L.F. et al. O exame neuropsicológico: o que é e para que serve? In: MALLOY-DINIZ, L.F. et al (orgs.). Neuropsicologia aplicações clínicas. 1ª ed. Artmed, 2015.

NEUROPSICOLOGIA - Intervenção neuropsicológica

A intervenção Neuropsicológica é um grupo de sessões de estimulação cognitiva, que são realizadas com a intenção de estimular as funções cognitivas, como a memória, a atenção, o raciocínio, a capacidade de resolução de problemas, entre outros.  A intervenção pode ser realizada com crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Durante a intervenção são realizadas várias atividades para estimular diferentes funções cognitivas, de acordo com um programa previamente estruturado. Trata-se de um programa personalizado para melhorar as dificuldades cognitivas que possam interferir no funcionamento diário da criança/adolescente/adulto. Os objetivos e as atividades são definidos em colaboração com a pessoa e mediante os resultados de uma avaliação neuropsicológica prévia.

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Referência bibliográficas: 

GUIMARAES, M. N.; MONTEIRO, R. A. Intervenção neuropsicológica com crianças e adolescentes – uma revisão da literatura. Rev. Psicol. Saúde, Campo Grande ,  v. 11, n. 2, p. 131-144, ago. 2019.

JIMÉNEZ- JIMÉNEZ, S.; MARQUES, D. F. Impacto da intervenção neuropsicológica infantil no desenvolvimento do sistema executivo. Análise de um caso. Avances en Psicología Latinoamericana, 36(1),11-28, 2018.

TERAPIA COMPORTAMENTAL E TERAPIA COGNITIVO - COMPORTAMENTAL

A Análise Aplicada do Comportamento (Applied Behavior Analysis – ABA) é uma ciência que estuda a interação entre o indivíduo com o seu ambiente. Desse modo, é possível analisar quais consequências aumentam ou diminuem a probabilidade de um comportamento se manter, bem como quais são os antecedentes que fazem com que um comportamento seja emitido ou não. 

Já a Terapia cognitivo comportamental (TCC) parte do princípio de que os pensamentos influenciam diretamente na forma como a pessoa se sente e se comporta, gerando emoções e padrões comportamentais que podem acompanhá-la durante toda a vida e isso, por sua vez, interfere diretamente na forma como a pessoa reage ao ambiente ao seu redor. 

Ambas as abordagens apresentam comprovação científica de eficácia e podem ser indicadas para casos de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), Transtorno Opositor/Desafiador (TOD), Depressão, Ansiedade, Pânico, Transtorno Obsessivo/compulsivo (TOC), entre outros. Vale lembrar que cada caso é um caso e deve ser analisado para que seja elaborado um plano terapêutico que possa gerar mudanças, impactando positivamente na vida do paciente.

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Referência bibliográficas: 

BECK, Judith S. Terapia cognitivo-comportamental: teoria e prática. 2 Porto Alegre: Artmed, 2013.

MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. de. Princípios básicos de análise do comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2007.

TODOROV, J. C.; HANNA, E. S.. Análise do comportamento no Brasil. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 26, n. spe, p. 143–153, 2010.

 

TERAPIA DE ACEITAÇÃO E COMPROMISSO (ACT)

Na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) o comportamento, ou seja, todas as ações observáveis e não observáveis (por exemplo, pensamentos e sentimentos) sempre ocorre dentro de um contexto. Portanto, para entender e mudar o comportamento, é necessário considerar o contexto em que ele ocorre e suas consequências. O objetivo é ajudar a pessoa a desenvolver comportamentos que o levem em direção a uma vida que valha a pena ser vivida.  Essa é uma abordagem que possui comprovação científica de eficácia e é indicada para questões associadas à Ansiedade, Depressão, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), problemas comportamentais, Transtorno Opositor/Desafiador (TOD), alterações de humor, questões relacionadas à motivação, autoestima, entre outros.

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Referência bibliográficas: 

BLACK, T. ACT para o tratamento de crianças: O guia essencial para a Terapia de Aceitação e Compromisso na infância. Novo Hamburgo: Sinopsys, 2023.

BRANDÃO, L.; LINARES, I.; ROSSI, A. (Orgs.). Terapia Analítico-Comportamental Infantil. Ano 2020.

MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. de. Princípios básicos de análise do comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2007.

 

ORIENTAÇÃO PARENTAL

A orientação parental é destinada a pais e/ou responsáveis por crianças e adolescentes que querem pensar a respeito de sua parentalidade. Trata-se de um espaço para construir maneiras de lidar melhor com a criança/adolescente e ajudar em seu desenvolvimento.  Estudos científicos demonstram os benefícios para o desenvolvimento infantil, tais como redução de problemas comportamentais (como agressão, desobediência, comportamento desafiador), promoção do desenvolvimento socioemocional, prevenção de problemas futuros e fortalecimento dos vínculos familiares.  

Mais do que pensar em formas certas ou erradas de agir com a criança/adolescente, na Orientação parental são construídas ações que os conduzem em direção aquilo que é significativo para pais e/ou responsáveis, para uma vida que valha a pena ser vivida.

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Referência bibliográficas: 

BLACK, T. ACT para o tratamento de crianças: O guia essencial para a Terapia de Aceitação e Compromisso na infância. Novo Hamburgo: Sinopsys, 2023.

BRANDÃO, L.; LINARES, I.; ROSSI, A. (Orgs.). Terapia Analítico-Comportamental Infantil. Ano 2020.

MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. de. Princípios básicos de análise do comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2007.

 

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