A avaliação tem o objetivo de aferir as habilidades cognitivas (funcionamento intelectual, atenção e funções executivas, memória e aprendizagem, habilidades visuoconstrutivas e linguagem), comportamentais e emocionais. Pode ser realizada em crianças, adolescentes, adultos e idosos. De maneira geral, há algumas situações que a avaliação é indicada:
Referência bibliográficas:
BOSA, C. A.; TEIXEIRA, M. C. T. V. (orgs.). Autismo: Avaliação psicológica e neuropsicológica. 2ª ed. São Paulo: Hogrefe, 2017.
FUENTES, D. et al.(orgs.) Neuropsicologia: teoria e prática. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.
MALLOY-DINIZ, L.F. et al. O exame neuropsicológico: o que é e para que serve? In: MALLOY-DINIZ, L.F. et al (orgs.). Neuropsicologia aplicações clínicas. 1ª ed. Artmed, 2015.
A intervenção Neuropsicológica é um grupo de sessões de estimulação cognitiva, que são realizadas com a intenção de estimular as funções cognitivas, como a memória, a atenção, o raciocínio, a capacidade de resolução de problemas, entre outros. A intervenção pode ser realizada com crianças, adolescentes, adultos e idosos.
Durante a intervenção são realizadas várias atividades para estimular diferentes funções cognitivas, de acordo com um programa previamente estruturado. Trata-se de um programa personalizado para melhorar as dificuldades cognitivas que possam interferir no funcionamento diário da criança/adolescente/adulto. Os objetivos e as atividades são definidos em colaboração com a pessoa e mediante os resultados de uma avaliação neuropsicológica prévia.
Referência bibliográficas:
GUIMARAES, M. N.; MONTEIRO, R. A. Intervenção neuropsicológica com crianças e adolescentes – uma revisão da literatura. Rev. Psicol. Saúde, Campo Grande , v. 11, n. 2, p. 131-144, ago. 2019.
JIMÉNEZ- JIMÉNEZ, S.; MARQUES, D. F. Impacto da intervenção neuropsicológica infantil no desenvolvimento do sistema executivo. Análise de um caso. Avances en Psicología Latinoamericana, 36(1),11-28, 2018.
A Análise Aplicada do Comportamento (Applied Behavior Analysis – ABA) é uma ciência que estuda a interação entre o indivíduo com o seu ambiente. Desse modo, é possível analisar quais consequências aumentam ou diminuem a probabilidade de um comportamento se manter, bem como quais são os antecedentes que fazem com que um comportamento seja emitido ou não.
Já a Terapia cognitivo comportamental (TCC) parte do princípio de que os pensamentos influenciam diretamente na forma como a pessoa se sente e se comporta, gerando emoções e padrões comportamentais que podem acompanhá-la durante toda a vida e isso, por sua vez, interfere diretamente na forma como a pessoa reage ao ambiente ao seu redor.
Ambas as abordagens apresentam comprovação científica de eficácia e podem ser indicadas para casos de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), Transtorno Opositor/Desafiador (TOD), Depressão, Ansiedade, Pânico, Transtorno Obsessivo/compulsivo (TOC), entre outros. Vale lembrar que cada caso é um caso e deve ser analisado para que seja elaborado um plano terapêutico que possa gerar mudanças, impactando positivamente na vida do paciente.
Referência bibliográficas:
BECK, Judith S. Terapia cognitivo-comportamental: teoria e prática. 2 Porto Alegre: Artmed, 2013.
MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. de. Princípios básicos de análise do comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2007.
TODOROV, J. C.; HANNA, E. S.. Análise do comportamento no Brasil. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 26, n. spe, p. 143–153, 2010.
Na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) o comportamento, ou seja, todas as ações observáveis e não observáveis (por exemplo, pensamentos e sentimentos) sempre ocorre dentro de um contexto. Portanto, para entender e mudar o comportamento, é necessário considerar o contexto em que ele ocorre e suas consequências. O objetivo é ajudar a pessoa a desenvolver comportamentos que o levem em direção a uma vida que valha a pena ser vivida. Essa é uma abordagem que possui comprovação científica de eficácia e é indicada para questões associadas à Ansiedade, Depressão, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), problemas comportamentais, Transtorno Opositor/Desafiador (TOD), alterações de humor, questões relacionadas à motivação, autoestima, entre outros.
Referência bibliográficas:
BLACK, T. ACT para o tratamento de crianças: O guia essencial para a Terapia de Aceitação e Compromisso na infância. Novo Hamburgo: Sinopsys, 2023.
BRANDÃO, L.; LINARES, I.; ROSSI, A. (Orgs.). Terapia Analítico-Comportamental Infantil. Ano 2020.
MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. de. Princípios básicos de análise do comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2007.
A orientação parental é destinada a pais e/ou responsáveis por crianças e adolescentes que querem pensar a respeito de sua parentalidade. Trata-se de um espaço para construir maneiras de lidar melhor com a criança/adolescente e ajudar em seu desenvolvimento. Estudos científicos demonstram os benefícios para o desenvolvimento infantil, tais como redução de problemas comportamentais (como agressão, desobediência, comportamento desafiador), promoção do desenvolvimento socioemocional, prevenção de problemas futuros e fortalecimento dos vínculos familiares.
Mais do que pensar em formas certas ou erradas de agir com a criança/adolescente, na Orientação parental são construídas ações que os conduzem em direção aquilo que é significativo para pais e/ou responsáveis, para uma vida que valha a pena ser vivida.
Referência bibliográficas:
BLACK, T. ACT para o tratamento de crianças: O guia essencial para a Terapia de Aceitação e Compromisso na infância. Novo Hamburgo: Sinopsys, 2023.
BRANDÃO, L.; LINARES, I.; ROSSI, A. (Orgs.). Terapia Analítico-Comportamental Infantil. Ano 2020.
MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. de. Princípios básicos de análise do comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2007.